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Novo fator previdenciário reduz 0,5% das aposentadorias dos professores
O professor (se mulher) que só trabalhou em sala de aula se aposenta com 25 anos de contribuição na rede privada, pela aposentadoria especial. O homem, com 30 anos em caso desse tipo de aposentadoria. Se porventura o professor mistura sala de aula com atividade, em outra empresa, a aposentadoria será de 30 e 35 anos para mulher e homem respectivamente.
O fator previdenciário foi criado em 1999 (lei 9.876), como paliativo à derrubada do limite de idade proposta pelo governo da época na reforma previdenciária de 1998.
A fórmula do fator previdenciário considera três variáveis: o tempo de contribuição, a idade que o segurado tinha ao aposentar-se e a usa expectativa de vida. Quanto menor a idade e maior a expectativa de vida, menor o valor do beneficio.
Segundo a professora Neizy Cardoso, presidente do Sindicato dos Professores de Jundiaí (SINPRO) esse mecanismo é cruel, porque prejudica aqueles que começaram a trabalhar mais cedo. "Além disso, a expectativa de vida usada para o calculo é apenas uma média, que não reconhece as diferenças sociais ou regionais e iguala a sobrevida de um grande empresário nascido em berço de ouro em São Paulo e a de um lavrador do Nordeste, o que não é real", comenta ela.

Professora Neizy Cardoso
Em função do fator previdenciário, as aposentadorias por tempo de contribuição ao INSS requeridas a partir do dia 03/12/2007 ficarão, em média, 0,5% menores do que os benefícios concedidos até novembro de 2007.
A mudança é conseqüência da divulgação, em vários jornais, pelo IBGE da tabela de expectativa média de vida do brasileiro. Os dados se referem ao ano de 2006e servem para a Previdência calcular o novo fator previdenciário, a ser aplicado nas aposentarias concedidas a partir de dezembro/ 07.
Neizy questiona se vale a pena, então, protelar o pedido de aposentaria para ter direito a um beneficio um pouco maior. "Não . por dois motivos: em primeiro lugar, porque ao adiar a aposentadoria, o segurado estará deixando de receber o beneficio pelo qual pagou. Em segundo lugar, porque esse fator é recalculado pelo IBGE", alerta.
A presidente aconselha que os professores,procurem o SINPRO, onde poderão fazer contagem do tempo para saber como está sua situação.
Fonte: Jornal da Cidade- 9/12/07, Geral pag. 4
Publicado aqui em 11/12/2007
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