SINPRO Jundiaí: tudo começou assim...

Em 1990 num 13 de setembro, época em que passávamos pelo longo processo de transição democrática, elegemos através do voto direto o Presidente da República, mas nós, professores, precisávamos avançar em Jundiaí, apesar das resistências. Foi quando, no Clube Espanhol, da Ponte São João reuníamos para definir a organização da nossa categoria de professores. Afinal, éramos vistos como inorganizados. Não tínhamos entidade representativa de classe e, por isso, era preciso que fundássemos nosso Sindicato.
Convocamos os professores para uma Assembléia em 10/11/1990, na Câmara Municipal e na lista de convocação constavam 613 assinaturas. O espírito de união e desejo de mudança manifestaram-se em todos os professores presentes. Da referida assembléia foi eleita a Diretoria Provisória, composta pelos professores: Adriana Arista; Antônio José de Lima; Antônio Carlos Lara; Cecil Granado; Célia Rocha Calvo; Edílson Graciolli; Fernando Pereira da Costa; Francisco de Assis Poço; Hayd Stevaux; Heimar Aparecida Fontes; José Miguel Simão; Marcos Tresmondi; Mônica Pomilho; Maria de Lurdes Furlan; Maria de Fátima Beato Corrêa da Silva; Neizy Martins de Oliveira Cardoso; Neusa Maria Mantovanele; Osvaldo Salvadori Júnior; Roberto Matsubara; Sandra Neto Sampaio; Sérgio Pio Bernardes; Stelamaris Rolla; Vera Lúcia Pedro; VolmerAureo Pianca.
Esses professores fizeram parte da Vanguarda do SINPRO-Jundiaí. Em 6, 7 e 8 de novembro de 1991 foram feitas as eleições e em 15 de novembro do mesmo ano a nova Diretoria Permanente do SINPRO tomava posse. Aqui o nosso agradecimento a todos os professores que colaboraram para a consolidação do SINPRO jundiai. Hoje somos um Sindicato forte e combativo, que congrega 600 associados, sendo filiado a CUT, CONTEE, onde Neizy é membro da Diretoria.
Integramos a FEPESP, com a Presidente Neizy no Conselho Fiscal e o Secretário Geral Martinho na Executiva como Diretor responsável pelos assuntos educacionais e culturais.
Hoje o SINPRO é uma entidade respeitada e referência na luta pelos direitos dos professores da cidade de Jundiaí.
|
|
Os professores do SESI e do SENAI têm motivos de sobra para comemorar. Reunidos em Assembléia realizada na sede do Sindicato no último dia 18 de fevereiro, eles aprovaram o Acordo Coletivo para 2006, que deve ser assinado em breve. A vitoriosa campanha salarial deste ano, fruto da mobilização coletiva, representa uma série de conquistas históricas para a categoria, além de garantir, desde o início do ano letivo, a segurança e a tranqüilidade para que os educadores possam desenvolver suas atividades em sala de aula.
A primeira boa notícia – uma excelente novidade – é que os professores passam a receber mensalmente um vale-alimentação. A inédita conquista aumenta o poder aquisitivo de imediato. Por fazer parte do Acordo Coletivo, instrumento legal e legítimo que regulamenta as relações entre escolas e professores, também abre uma brecha importante para que seja não apenas mantida, mas aprimorada a cada ano. Afinal, o primeiro e mais difícil passo já foi dado.
Aqueles que lecionam 15 ou mais aulas receberão vale-alimentação no valor de R$ 45,00. Na prática, o professor receberá R$ 49,50; no entanto, como terá descontado de seu salário R$ 4,50, o valor final foi fechado nos R$ 45,00. Para quem leciona até 14 aulas, o vale-alimentação será de R$ R$ 29,50, com desconto no salário de R$ 2,50, o que resulta em um benefício de R$ 27,00.
A conquista vale a partir de março. Como a implementação do benefício exige a realização de licitação pública, que deve demorar aproximadamente 60 dias, os vales de março e abril serão pagos de uma única vez, assim que esse processo for concluído.
As boas novas não param por aí: os salários terão aumento real de 1%, além da reposição integral da inflação. A recomposição acontecerá com base na inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), medido pelo IBGE. O índice definitivo deve ser oficialmente anunciado no dia 10 de março, mas calcula-se que a inflação acumulada entre março de 2005 e fevereiro de 2006 chegue a 4,5%. Em tempos de economia estabilizada e de inflação controlada e baixa, esses valores são significativos, pois não apenas recuperam o poder de compra dos professores, como dão um passo adiante, colocando a base salarial em um patamar superior, o que deverá ser inclusive considerado em acordos futuros. Além disso, o aumento real representa a continuidade da trajetória ascendente de recuperação dos salários, iniciada em março de 2004. Pelo terceiro ano consecutivo, os percentuais de reajuste – acrescidos ainda do aumento de hora-atividade - são superiores aos índices de inflação.
Por fim, e não menos importante, vale a pena destacar a ampliação dos direitos sociais, fato que reafirma a vitória dos professores. Além da manutenção de direitos como recesso de trinta dias, férias coletivas, garantia semestral de salários, estabilidade por doenças ocupacionais e acidente de trabalho e estabilidade na pré –aposentadoria, a categoria conseguiu incorporar ao Acordo a garantia de realização de cursos de informática para os professores, o programa de controle de disfonia e prevenção da saúde vocal, o combate ao assédio moral (um dos grandes problemas enfrentados pelos educadores do SESI e do SENAI), e o abono de faltas (um dia) em caso de falecimento de sogro ou sogra.
Essas vitórias históricas, que merecem ser comemoradas pelos professores, só foram alcançadas graças à persistência e à organização coletiva. Elas são também a demonstração de uma atuação política madura e consciente, capaz de avaliar com responsabilidade a proposta negociada entre o SINPRO e os patrões, para identificar nela avanços e benefícios significativos. E foi assim que o Acordo tornou-se realidade.
|