Vencemos!

Ato no MASP em defesa da CCT
Ato no MASP em defesa da CCT
Ato no MASP em defesa da CCT

Esta é a história da primeira grande categoria profissional a sentir na pele as consequências da reforma trabalhista de 2017. Inspirados pela Lei nº 13.467, os representantes dos donos de escolas e de instituições de ensino superior resolveram propor diversos cortes de garantias trabalhistas conquistadas ao longo de 20 anos de luta e consolidadas na Convenção Coletiva de Trabalho dos professores. Bolsas de estudo, garantia salarial semestral, recesso de 30 dias, tempo de duração de hora-aula, entre outros, estavam em cheque.

O Sindicato dos Professores de Jundiaí e outros 25 sindicatos de professores, reunidos na Fepesp, a Federação de Professores do Estado de São Paulo, entraram em campanha coletivamente, uma forma de resistência à tentativa da reforma trabalhista de rachar o movimento sindical e promover acordos individuais. As negociações chegaram a um impasse e, em 22 de março, os professores, autorizados por assembleias realizadas junto à base, ajuizaram pedido de instauração de dissídio coletivo na Justiça do Trabalho de São Paulo – processo legal que, caso não haja acordo em juízo, deixa a cargo de um juiz a decisão final sobre as pautas em discussão.

Professores em movimento

Ao longo de toda a campanha, os professores não tiveram descanso. O Sinpro Jundiaí organizou assembleias, falou na rádio, deu entrevistas para jornais, levou o tema à Câmara Municipal – onde conquistou o apoio do vereador Romildo Antônio –, fez panfletagens em escolas e ruas da cidade e participou de audiências e manifestações em São Paulo. O objetivo era alertar a sociedade para a precarização das condições de trabalho dos professores. No dia 23 de maio, quando professores de mais de 80 escolas em todo o estado paralisaram suas atividades em protesto, os docentes do Colégio Paulo Freire aderiram à manifestação e participaram de assembleia com lideranças sindicais. A escola Casa do Meio circulou entre os pais de alunos e em suas redes sociais carta de apoio à luta dos professores.

Finalmente, no início de junho, a representação patronal cedeu diante da mobilização dos professores. Assembleias no Sinpro Jundiaí e nos demais 25 sindicatos aprovaram proposta de acordo que deixa intacta a Convenção Coletiva até fevereiro de 2019. Foi uma luta dura, vencida por quem lutou não apenas por seus direitos, mas pela qualidade da educação oferecida na rede particular e pelo respeito às condições de trabalho dos profissionais dessa rede. No entanto, esta foi uma prévia do que está por vir nas próximas Campanhas Salariais. Fiquemos atentos e mobilizados!

Valorize sua profissão: sindicalize-se

Nossas conquistas são coletivas. Conseguimos, este ano, defender nossa Convenção Coletiva graças à mobilização da categoria. No entanto, tudo indica que, no próximo ano, os ataques aos direitos dos professores serão ainda mais intensos. Faça sua parte e fortaleça seu sindicato apresentando o formulário disponível em www.sinprojun.org.br/sindicalize-se aos seus colegas.

Em 2018, resistência e unidade

O ano de 2017 foi de enfrentamento. Os direitos dos trabalhadores sofreram sucessivos ataques: Reforma Trabalhista, Lei da Terceirização, Reforma da Previdência. E nós, organizados dentro do Sindicato dos Professores de Jundiaí, estivemos alertas e combativos: em manifestações, colhendo assinaturas para abaixo-assinados e participando de importante mobilização nacional dos trabalhadores, a Greve Geral de 28 de abril.

Mas as questões nacionais não desviaram a atenção do Sinpro de sua base, os professores de escolas particulares de Jundiaí, a quem dedicamos nosso trabalho em campanha por melhores salários, em ações por registro profissional correto e em atendimentos de denúncias de violações de direitos. Nossa assessoria jurídica esteve sempre à disposição dos professores sindicalizados e levamos temas relevantes para a categoria ao rádio, aos jornais e à tribuna livre da Câmara Municipal.

É por esse motivo que recente pesquisa do IPEA apontou que os salários de trabalhadores sindicalizados são em média 33% mais altos, porque o sindicato defende os direitos desses trabalhadores evitando que estejam em desvantagem em suas relações de trabalho. E é por isso que dizemos que participar do sindicato é uma forma de valorizar a nossa profissão.

Em 2018, nosso mote é “resistência e unidade”. Os professores deverão estar unidos para resistir às reformas trabalhista e da previdência. Da mesma forma, a força de nossa Campanha Salarial 2018 será a soma dos esforços de cada professor. Por isso, no final do ano passado, lançamos a campanha #tragaum nas redes sociais, pois trazer um colega de escola para o sindicato já é, em si, uma forma de participação ativa e de manifestação em prol dos direitos de toda a categoria.